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Fundamentos

IPv4 e IPv6: qual é a diferença na prática?

IPv4 e IPv6 são duas versões do sistema de endereços que permite aparelhos se encontrarem na internet. Hoje, a maior parte das pessoas usa os dois ao mesmo tempo sem precisar configurar nada.

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Em resumo

IPv6 não substituiu o IPv4 de uma vez: os protocolos convivem. Ter IPv6 disponível pode criar um caminho mais direto para serviços compatíveis, mas a experiência também depende da rede e do site acessado.

O limite do IPv4

Um IPv4 tem quatro grupos de números, como 189.40.16.92. Esse formato oferece cerca de 4,3 bilhões de combinações, quantidade insuficiente para a escala atual de dispositivos conectados.

Por isso, roteadores compartilham endereços e provedores usam soluções como NAT e CGNAT. Essas técnicas permitem continuar usando IPv4, mas podem complicar conexões recebidas e configurações avançadas.

O que muda com IPv6

Um IPv6 é escrito em grupos hexadecimais separados por dois-pontos, como 2804:14d:5b5a:1a02::1. O espaço de endereços é muito maior, permitindo que mais dispositivos tenham endereços próprios.

Para quem navega, a principal mudança é invisível: o dispositivo escolhe automaticamente o protocolo disponível para alcançar cada serviço. Você não precisa decorar o endereço para usar a internet.

Por que os dois continuam existindo?

A internet não poderia trocar todos os equipamentos e serviços de uma vez. A solução foi a convivência: redes e sites que suportam IPv6 o usam, enquanto o IPv4 continua disponível para compatibilidade.

Se o teste não detectar IPv6, sua conexão ainda funciona normalmente. A disponibilidade varia por provedor, roteador, aparelho e até pela VPN que estiver ativa.